sábado, 20 de julho de 2013

NO CEARÁ Homicídios em assaltos a bancos diminuem 50%

Já em todo o Brasil, houve um aumento de 11,1% nestes homicídios; clientes são as principais vítimas
Houve uma redução de 50% no número de mortes em assaltos envolvendo bancos em todo o Ceará, no primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado. O levantamento foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro(Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em notícias divulgadas pela imprensa e apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O Sindicato dos Bancários do Ceará atribui a redução dos assassinatos no Estado ao cumprimento do Estatuto de Segurança Bancária Foto: Lucas de Menezes

De acordo com a pesquisa, no ano passado, foram registradas duas vítimas no Estado que estavam envolvidas em assaltos a bancos. No primeiro semestre deste ano, um dos crimes acabou em morte. Em 2011, ninguém perdeu a vida desta forma.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb/CE), Carlos Eduardo Bezerra Marques, essa diminuição se deve ao cumprimento do Estatuto de Segurança Bancária. "Após muita pressão da sociedade e poder público, os bancos começaram a cumprir o estatuto. Com isso, os clientes ficam menos expostos aos riscos", acredita.

Ele ressaltou que a sensação de insegurança nas agências bancárias também afeta os funcionários, pois eles sabem que algo pode acontecer a qualquer momento. "Infelizmente, se vive um clima de terror e ninguém se sente seguro", frisou.

Com o objetivo de que os crimes diminuam, comentou Marques, é necessário acabar com taxas de transferência bancaria e a instalação de câmeras dentro e fora dos estabelecimentos.

País
Em todo o Brasil, 30 pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos, uma média de cinco vítimas fatais por mês, o que representa aumento de 11,1% em relação aos seis primeiros meses de 2012, quando foram registradas 27 mortes, e de 30,4% em comparação ao igual período de 2011, que teve 23 mortes.

O Estado de São Paulo teve o maior número de mortes, em 2013, ao registrar 14 assassinatos. Em segundo lugar, ficou o Rio de Janeiro, com cinco vítimas; na Bahia, foram três pessoas que morreram. O Rio Grande do Sul foi o quarto com maior número de óbitos, com três mortes apontadas.

Em 60% dos casos, o crime que originou a morte foi a "saidinha de bancária". Em segundo lugar, aparecem as mortes em assaltos a correspondentes bancários, que foram cinco. Na terceira posição estão os assassinatos em assaltos a agências, com quatro vítimas.

A pesquisa ainda revela que, dos mortos no primeiro semestre deste ano, 21 eram clientes, sendo as principais vítimas em assaltos a bancos, o que representa 70% das ocorrências e um aumento de 40% em comparação ao mesmo período de 2012. Quase todos foram assassinados em "saidinhas". Os vigilantes ocupam o segundo lugar, com quatro vítimas. Um bancário também foi morto.

Em 93,3% dos casos as vítimas do crime eram homens. Em 6,7% das ocorrências mulheres acabaram perdendo a vida.

Até o fechamento desta edição, a Associação de Bancos do Estado do Ceará não atendeu as ligações feitas pela reportagem.

FONTE: DIÁRIO DO NORTESTE

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